Alexandre e Douglas Lora

Com toda a beleza e a poesia do choro, o Trio Brasileiro concorre ao prêmio de melhor Álbum de World Music, no 60th GRAMMY AWARD. A indicação é pelo disco Rosa dos Ventos, gravado em parceria com a clarinetista israelense Anat Cohen. O Trio Brasileiro - presente entre os únicos três brasileiros indicados ao prêmio nesta edição - é formado por dois músicos paulistas e um brasiliense. Juntos, atuam com destaque no cenário internacional em Festivais, salas de concertos e clubes de jazz nos Estados Unidos, Europa e América Latina. A cerimônia de premiação do GRAMMY acontece no dia 28 de janeiro, no Madison Square Garden, em Nova Iorque. O disco que concorre ao GRAMMY foi eleito um dos 20 melhores pela Downbeat Magazine - uma das mais influentes e respeitáveis publicações de jazz dos Estados Unidos.

Antenados da música instrumental e de boa qualidade conhecem os nomes que compõem o trio de longa data. Com mais de 20 anos de estrada, o violonista de sete cordas Douglas Lora é integrante do premiado Brasil Guitar Duo. Dudu Maia é um dos mais importantes bandolinistas do Brasil, tendo desenvolvido sua própria metodologia para ensinar a tocar o instrumento pelo mundo. Já Alexandre Lora é o pandeirista do trio e passeia pelos diversos estilos musicais na percussão. Nos últimos anos tem se destacado no Hand Pan. Alexandre e Douglas são irmãos e conheceram o brasiliense Dudu Maia há 15 anos em Caraíva (BA), onde tocaram juntos. “Desde que nos conhecemos, temos procurado motivos para nos reunir e fazer música juntos. Com a indicação ao GRAMMY, a sensação que temos é de que realmente foi um encontro muito especial que aconteceu há exatos 15 anos”, afirma Dudu Maia.

No álbum Rosa dos Ventos, os músicos se uniram à consagrada clarinetista israelense Anat Cohen. Esta é a segunda vez que os quatro músicos gravam juntos. O primeiro disco, intitulado Alegria da Casa (2014), mistura obras próprias com interpretações de grandes compositores de choro. No disco que concorre ao GRAMMY, o grupo presenteia o público com composições próprias, nas quais a sonoridade e as melodias são palpáveis e límpidas, um deleite para os ouvidos e corações. São notadas nuances entre o choro tradicional e o ousadamente moderno. No trabalho, há sutis influências da música nordestina, rock, música latina, rumba e jazz. A improvisação, virtuosismo e groove, típicos do choro tradicional, estão sempre presentes nas doze faixas do álbum.

“Cada um de nós trouxe três ou quatro músicas, trocamos as partituras das mais difíceis para a gente estudar com antecedência. Os arranjos foram feitos em conjunto. Para o Rosa dos Ventos, ficamos uma semana de imersão no estúdio do Dudu Maia e a cada dia aprendíamos duas ou três músicas e gravávamos em seguida”, explica Douglas Lora. Apesar da surpresa inesperada, o trio se sente maduro para a premiação. “Recebemos a indicação ao GRAMMY com enorme satisfação porque é o resultado de anos de dedicação, estudo e uma grande sintonia entre irmãos e amigos de longa data”, salienta Alexandre Lora.

Então não podemos perder o GRAMMY AWARDS dia 28 de Janeiro! Estamos na torcida!

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