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  • por Assessoria de imprensa

PISO MOLHADO


Dirigido por Mauro Baptista Vedia, espetáculo revela os dramas de três figuras frágeis e decadentes refugiadas na própria cidade. Elenco traz Patrícia Gasppar, Helio Cicero, Carlos Palma e Valéria Pedrassoli.

Com a proposta de criar uma reflexão sobre o lugar do outro e fazer um resgate de um sentimento de brasilidade, o espetáculo Piso Molhado, com texto de Ed Anderson e direção de Mauro Baptista Vedia, estreia no Teatro Cacilda Becker para uma temporada gratuita entre 5 e 28 de julho, a montagem foi contemplado pela 8ª Edição do Prêmio Zé Renato de Teatro para a Cidade de São Paulo — Secretaria Municipal de Cultura. O elenco conta com a participação de Patrícia Gasppar, Helio Cicero, Carlos Palma e Valéria Pedrassoli.

A trama apresenta encontro entre três personagens singulares: UMA CANTORA, UM pianista e um encanador.

Essas personagens não conseguem escapar do caos urbano e das próprias neuroses, mas apresentam doses ácidas de autocrítica. São elas: a cantora decadente Selma, que guarda uma coleção de aranhas em uma caixa de papelão; o velho pianista Tony, que vive desencantado com a realidade presente e tem saudade do passado; e o sarcástico encanador Osvaldo, que não tem um emprego fixo e, por isso, precisa enfrentar todos os obstáculos impostos pela cidade para conseguir sobreviver em seus bicos diversos.

“Tentei transpor ao papel a urgência que sentia em abordar sentimentos de algumas minorias e friccionar as suas vozes com o momento atual que vivemos, proporcionando uma reflexão sobre o lugar do outro e de como a arte pode ser uma vitamina para fortalecer o cotidiano. Estão presentes nos diálogos as relações de sobrevivência; questões da memória afetiva e o humor ácido e melancólico dos personagens que transitam anonimamente pelo asfalto, com as suas mazelas e encantamentos tendo cuidado com os pisos molhados ao recordar as várias quedas sofridas”, comenta o autor Ed Anderson sobre o processo de escrita do texto.

Segundo o diretor Mauro Baptista Vedia, a peça busca referências no universo da cultura dos anos de 50 e 60, sobretudo em como essa década é retratada na música, na tv e no cinema. “Buscamos como referência cantores da MPB, como Dalva de Oliveira, Maysa, Dolores Duran, Nelson Gonçalves e Cartola”.“

Esse apelo à cultura brasileira é uma característica marcante no espetáculo. “A peça é um cabaré, quase um musical, porque inserimos trechos de várias músicas. Procuramos resgatar uma Era de Ouro da Cultura Brasileira e a brasilidade justamente neste momento em que o país passa por um momento de baixa autoestima”, acrescenta o diretor.

A encenação busca trabalhar com uma artesania da cena. “Tento trabalhar frase por frase, cena por cena, cada tempo. Nesse trabalho árduo cada momento é especial e temos uma marcação diferente para cada momento de revelação para o espectador. Vamos juntando pedacinho por pedacinho, como se fossem microcenas. A partir daí identificamos momentos dramáticos, épicos e líricos no texto. E juntamos com outras características mais permanentes do meu trabalho, como a minha obsessão pela composição plástica – enceno sempre como se tivesse uma câmera de cinema. Também tento não colocar os atores em linha no palco, mas em diagonais, usando a profundidade da cena e procuro fazer marcações suaves”, revela o diretor.

SOBRE ED ANDERSON

Educador, dramaturgo e encenador teatral, Ed Anderson é mestre em Ciências Sociais/Antropologia pela PUC São Paulo (2012), pós-graduado em Crítica de Cinema pela FAAP (2009) e bacharel em Artes Cênicas pela Universidade Federal da Bahia (1995).

É autor dos textos teatrais: Os Dois e Aquele Muro (2017), premiado com publicação pelo ProAC 2011; O Buda Quebrado (2017), encenado pelo Coletivo Flama; Os Homens Feios (2015), vencedor do Prêmio de Dramaturgia da Fundação Guilherme Cossoul em Lisboa, Portugal; Muita Chuva e um Bolero, lido no Projecto Lusófono Salvé em Porto, Portugal; Mulheres no Espelho (2012), participante da Seleção Brasil em Cena, CCBB Rio, 2018 e premiado com publicação no Prêmio Vertentes da Universidade de Goiás.

Lançou recentemente o livro Meu Nome não é Pixote, pelas Edições Sesc, 2018.

SOBRE MAURO BAPTISTA VEDIA

Uruguaio naturalizado brasileiro, Mauro Baptista Vedia é diretor de teatro, cineasta e professor de direção e roteiro no Senac. Doutor em artes pela ECA-USP (1999), fez pós-doutorado na Universidade Paris Sorbonne, na França. Em 2007, dirigiu sua primeira peça teatral (além da trilha sonora), A Festa de Abigail, do cineasta e dramaturgo inglês Mike Leigh. Em 2010, Mauro estreou outros dois textos desse autor, Êxtase e Os Penetras. Nesse mesmo ano, dirigiu a peça Ligações Perigosas e lançou o livro O Cinema de Quentin Tarantino (Ed. Papirus), que foi indicado ao Prêmio Jabuti 2011, na categoria Artes.

Em 2012, ele dirigiu o espetáculo Gangue, com a Cia. Provisório Definitivo, que recebeu três prêmios FEMSA de Teatro Infantil (melhores atriz, ator coadjuvante e espetáculo jovem). Em 2014, estreou no CCBB São Paulo Jantar, da dramaturga inglesa Moira Buffini. Em 2015, durante o evento Quinta em Cena, Mauro dirigiu a micro peça Pac Woman, de Caco Galhardo, e em, 2017, assinou a direção de Flutuante, do mesmo autor. Em 2018, Mauro dirigiu Paisagem em Campos do Jordão, de Marcelo Mirisola e Nilo Oliveira. No cinema, ainda escreveu e dirigido o longa-metragem Jardim Europa, que foi selecionado para o Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo 2013 e para a Mostra Novíssimo Cinema Brasileiro 2014.

SINOPSE

Três figuras estão perdidas no caos de uma megalópole cinzenta do qual parece ser impossível escapar. A cantora decadente Selma guarda a sua coleção de aranhas em uma caixa de papel; o velho pianista Tony mostra seu desencanto com os dias presentes em tom saudosista; e o sarcástico encanador Osvaldo não tem emprego fixo e enfrenta a fumaça da cidade para encontrar seu sustento em bicos diversos.

FICHA TÉCNICA

Autor: Ed Anderson Direção: Mauro Baptista Vedia Elenco: Patrícia Gasppar, Helio Cicero, Carlos Palma e Valéria Pedrassoli Direção de Produção: Emerson Mostacco Cenografia: Marco Lima Figurinos: Carlos Colabone Iluminação: Fran Barros Trilha Sonora e arranjos: Jonatan Harold Produção: Cooperativa Paulista de Teatro e Mostacco Produções REALIZAÇÃO: Prefeitura de São Paulo — Cultura – Prêmio Zé Renato.

SERVIÇO

Piso Molhado, de Ed Anderson Teatro Cacilda Becker – Rua Tito, 295 – Lapa Temporada: de 5 a 28 de julho Às sextas e aos sábados, às 21h, e aos domingos, às 19h Ingressos: grátis, distribuídos uma hora antes da sessão Classificação: 12 anos Duração: 70 minutos Capacidade: 198 lugares Informações: (11) 3864-4513

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© 2017 por Cine Cultura

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